sábado, 4 de junho de 2016

José e as tentações

Será que tem como explicar a fuga de José ante ao assédio da mulher de Potifar?
A verdade é só uma. O sujeito fugiu por seus princípios.
O jovem filho de Jacó poderia ter se aproveitado da situação, e ali começar um caso com uma mulher casada, que provavelmente, a beleza em nada teve peso diante do fato. A beleza dela.
A mulher não deve ser encarada como uma adultera qualquer. O jovem sim, ele deveria ser irresistível, pois fez com que a mesma ariscasse sua boa vida e sua boa condição social por não controlar seus instintos sexuais.
Não vejo na tradução bíblica, que Jose tenha pensado em Deus para fugir da pele cheirosa e macia de uma dondoca egípcia.
Está claro, pelo contexto, que o nosso defensor da moral e dos bons costumes considerou sinceramente a sua vida de escravo e seu medo de assim permanecer.
O sujeito sabia das profecias de governança e status que até seu pai, o patriarca de Deus, se curvaria diante dele.
Fantástico.
Nos dias de hoje, pergunte quem lembra da mensagem do último culto, e é claro que até o livro será difícil de ser lembrado.
Nos dias de hoje, pergunte qual foi a promessa da última palestra motivacional falada na igreja que, a grande maioria lembrar-se-á facilmente.
O jovem José não era imune ao desejo. José não era imune às tentações.
Agora verdade seja dita, José era solteiro. Quando José resiste ao apelo erótico da mulher de Potifar, ele não tinha paralelos, ele não tinha uma esposa ruim, ele não tinha cabeça pra sexo, ele não tinha brigas familiares, ele não tinha perrengues e disputas conjugais. José estava bem casado com o seu cargo, de forma que qualquer outra coisa fora disso seria adultério.

Assim, percebemos como alguém focado consegue atingir objetivos. Assim vemos como alguém que tem uma boa relação conjugal, consegue vencer toda e qualquer tentação.

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